7 December 2009

EL PAÍS anexa Portugal

Na capa do jornal "EL PAÍS" de ontem pode ler-se: “La Península está en la primera línea del frente del calentamiento y será el país europeo ...”. Parece-me uma vergonha que um jornal de referência como este, e o qual tenho em boa conta, tenha esta falta de conhecimento sobre a geografia política europeia. A explicação alternativa é a tentativa de anexação subliminar de Portugal. Nesse mesmo diário escreveu-se em tempos algo que já mereceu o meu registo aqui no blogue : “graças ao trabalho de tradução da Pilar o Saramago é o maior escritor espanhol de expressão portuguesa”. Por favor, mais respeito ou menos ignorância.

Schlafe mein liebster, geniesse der ruh

«Maternidades» es un proyecto compuesto por una serie de fotografías instantáneas realizadas en todas partes del mundo en las que aparece una madre y un hijo. A través de estas imágenes y los textos que las acompañan, ambos del fotógrafo y periodista Bru Rovira (premio Ortega y Gasset 2004), viajamos por países y culturas diferentes. A pesar de que las situaciones pueden ser muy adversas —guerra, enfermedad, hambre, pobreza, etc.— las fotografías captan la maternidad como una relación única donde sobresale la belleza y el amor.
Caixa Fórum Madrid

Bach também reciclava

Johann Sebastian Bach (1685-1750) era funcionário público da Câmara Municipal de Liepzig e ao que parece muito pouco apreciado pelo seu contratante. A autarquia desprezava o seu trabalho, perseguia-o e chegou-lhe a reduzir o ordenado. A Câmara Municipal só lhe exigia que compusesse as cantatas para as missas de domingo e que ensinasse as crianças do coro municipal a cantar, mas Bach sentia um apelo divino e um grande dever moral durante o momento de compor. Não se ficou pelo comum e deixou a sua fé verter para as pautas criando obras que a mim me arrepiam, como a que assisti recentemente no Teatro Monumental de Madrid - Oratória de Natal, versão integral. Foram três horas de êxtase.
Aprendi que nesta época era habitual os compositores usarem uma técnica para compor, uma espécie de auto-plágio ou de reciclagem de peças, que sofrem uma nova composição e uma nova letra e acabam por encaixar numa nova obra. A Oratória de Natal é uma dessas obras feitas de peças recicladas. Viva a reciclagem!

Um balde de água bem fria, à temperatura de Madrid

A gota já vem pingando mas desta vez o balde caiu-me na cabeça. Quem se põe debaixo do balde arrisca-se. É para aprender.

Madrid desde o céu

video

Vistas desde o 7º andar do edifício do Circulo de Belas Artes de Madrid, Ago 2009

Natal em Madrid

Plaza Mayor
27.11.09

Cocido Madrileño: La Bola

Está na Rua "La Bola" (perto da Ópera) e é restaurante desde 1870.
Tem um aspecto típico de tasca de Madrid, com um ambiente muito acolhedor.
O cozido é feito nuns púcaros de barro individuais que, diz na página web do restaurante "La Bola" são deixados lentamente a cozinhar em lenha de azinheira.
O serviço foi simpático, o local estava cheio! Reservamos com dias de antecedência e já só havia mesa disponível para as 15h30!

9 October 2009

Precisamos de um herói



Excerto de um discurso que fez aos alunos no início do ano escolar: "...nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. (...) Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona. Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo. (...) No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. (...) O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro. ..."

7 October 2009

Um Ig Nobel

Stephan Bolliger y sus colegas de la Universidad de Berna experimentaron si un botellazo en la cabeza es más contundente con el envase lleno o vacío. Publicaron el estudio en el diario de medicina legal y forense de su demarcación y ha merecido el Ig Nobel de la Paz 2009, que recogió el propio Bolliger. Los Ig Nobel (pronunciado igual que ignoble) datan de 1991 pero no tienen el mismo empaque, retribución ni fama que los de patente sueca. A medio camino entre la parodia y la investigación, también son evaluados por un comité científico. La relación de galardonados de este año fue proclamada el sábado en el Instituto Tecnológico de Massachusetts, en el corazón de Harvard. El innoble de Economía fue para los directores, ejecutivos y auditores de cuatro grandes bancos islandeses, por demostrar que pequeñas entidades pueden transformarse rápidamente en imperios financieros y viceversa. El mismo principio fue validado para la economía del país. Ningún agraciado acudió a la entrega. El de Matemáticas ha sido para Gideon Gono, gobernador del Zimbabwe's Reserve Bank (la denominación en inglés evita malentendidos), por estimular a la población de forma simple y diaria en el manejo de números, gracias a una gama de billetes cuyos valores oscilan entre un céntimo de dólar y cien trillones...
continua

Sobre os IG NOBEL (de verdade que garante umas boas gargalhadas e é investigação de verdade!)

Antropoceno sem anthropos

Um grupo de 29 cientistas liderados por Johan Rockström (Stockholm Resilience Centre) publicaram recentemente um artigo na revista Nature no qual definem nove limites fisicos para o planeta Terra que a humanidade não deve transgredir. Ultrapassar qualquer um destes limites pode causar uma instabilidade abrupta nos sistemas essenciais de suporte da vida. Passaremos do período holoceno (que teoricamente seria estável durante mais meia dúzia de milhares de anos) para o antropoceno (o período em que a Terra lidará com as alterações drásticas e profundas que o homem gerou na biosfera). A designação "antropoceno" é, no mínimo, paradoxal pois as alterações que se esperam questionam gravemente a viabilidade das próprias sociedades humanas. Um antropoceno sem anthropos.

Imagem de The World Without Us