
22 August 2007
Asmae & Franklin's wedding
Os últimos meses...
Revestiram-se de muitas mudanças para mim. Todas bem vindas. Foi a mudança definitiva das coisas do Mindelo, resultante da venda da casa (!), a mudança obrigatória de coisas na casita do Porto (o espaço é limitado e obrigou a uma grande reorganização para encaixar todos os objectos não dispensáveis que vieram do Mindelo).
Foi ainda a mudança de casa em Logroño, agora para uma casa mesmo no centro da cidade, como eu andava a desejar (em jeito de apontamento: esta muda de casa foi algo traumática porque me apercebi com que velocidade nos deixamos acumular 'lastro': livros, objectos, trastes sem fim... Mas valeram a pena as dores nas costas. Agora, ao sair de casa com o carrinho de compras de rodinhas e ir fazer compras ao mercado, que fica mesmo aqui ao lado, sinto-me mais feliz. São estas pequeninas coisas que me fazem sentir mais coerente comigo mesma...).
Nos últimos meses aconteceu também a mudança de trabalho que implica fechar muitos assuntos de um lado e começar a abrir no outro. É também um processo que precisa do seu tempo.
Aconteceu igualmente a aprendizagem e a inevitável mudança de perspectiva depois de conhecer, pela primeira vez pelo meu próprio pé, um país islâmico (moderado, é verdade, mas ainda assim islâmico).
Só uma coisa não mudou desde que comecei a explorar as novas facetas de mim própria. A incontrolável vontade de, de vez em quando, pegar nos pincéis, espátulas e tintas. É uma fome que surge de repente, sem aviso, e que não se vai embora enquanto não a saciar.
Foi ainda a mudança de casa em Logroño, agora para uma casa mesmo no centro da cidade, como eu andava a desejar (em jeito de apontamento: esta muda de casa foi algo traumática porque me apercebi com que velocidade nos deixamos acumular 'lastro': livros, objectos, trastes sem fim... Mas valeram a pena as dores nas costas. Agora, ao sair de casa com o carrinho de compras de rodinhas e ir fazer compras ao mercado, que fica mesmo aqui ao lado, sinto-me mais feliz. São estas pequeninas coisas que me fazem sentir mais coerente comigo mesma...).
Nos últimos meses aconteceu também a mudança de trabalho que implica fechar muitos assuntos de um lado e começar a abrir no outro. É também um processo que precisa do seu tempo.
Aconteceu igualmente a aprendizagem e a inevitável mudança de perspectiva depois de conhecer, pela primeira vez pelo meu próprio pé, um país islâmico (moderado, é verdade, mas ainda assim islâmico).
Só uma coisa não mudou desde que comecei a explorar as novas facetas de mim própria. A incontrolável vontade de, de vez em quando, pegar nos pincéis, espátulas e tintas. É uma fome que surge de repente, sem aviso, e que não se vai embora enquanto não a saciar.
17 June 2007
Casa Somera
Um excelente e económico alojamento rural numa aldeia simpática (Viniegra de Abajo). www.casasomera.com
A Aldeia da Luz de La Rioja
Sobrou da velha Mansillla a Eremita de Santa Catalina - um edifício românico do séc. XII - que está localizada mesmo no limite da albufeira (pelo menos agora que está cheia!) e uma ponte do século XV que foi retirada pedra a pedra do local original e instalada (sem qualquer contexto nem razão) à entrada da aldeia.
A mim pareceu-me uma aldeia descaracterizada, cujas casas têm uma tipologia de "bairro social" e onde se fazem obras totalmente alheias à realidade, que ao que parece são feitas com o argumento de atrair turistas... www.mansilla.org
Efeito Mariza ou sentir algo semelhante a orgulho
Ontem a Mariza cantou em Logroño. Foi no Riojaforum, ao lado do Ebro, perante uma sala meia vazia, mas recheada de emocionados apreciadores da neo-fadista. Seriamos 400? Não sei bem quantos, mas não houve um único que no final do concerto não tivesse aplaudido em pé e entusiaticamente. Portugueses seriamos quatro...
A Mariza esteve fantástica: além da figura atípica do fado que ela representa, a sua empatia inequívoca com o público, a voz versátil e que preenche o auditório mesmo sem microfone, a mistura do fado com ritmos populares portugueses e sonoridades africanas resultaram numa combinação que só enaltece a nossa cultura. Houve momentos em que não cabia dentro de mim. Obrigada Mariza por me fazeres sentir algo semelhante a orgulho em ser portuguesa.
A Mariza esteve fantástica: além da figura atípica do fado que ela representa, a sua empatia inequívoca com o público, a voz versátil e que preenche o auditório mesmo sem microfone, a mistura do fado com ritmos populares portugueses e sonoridades africanas resultaram numa combinação que só enaltece a nossa cultura. Houve momentos em que não cabia dentro de mim. Obrigada Mariza por me fazeres sentir algo semelhante a orgulho em ser portuguesa.
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