Terminei o cachecol!
28 January 2008
17 January 2008
Sentir na pele as alterações climáticas
A fotografia é do novaiorquino Spencer Tunick, que literalmente tem a capacidade de tirar a roupa a milhares de pessoas em todo o mundo (só em Zócalo no México foram 20.000!).
A era nano
10 January 2008
Donostia, a cidade nova
Para aproveitar bem os próximos meses aqui nas redondezas planeamos um conjunto de visitas de fim-de-semana. Esta primeira do ano foi a San Sebastian (Donostia, como dizem os bascos). Optamos pela viagem em autocarro, para reduzir a nossa pegada de carbono :) e sentimos que tomámos uma boa decisão, mesmo em termos de conforto.San Sebastian é um sopro de maresia e uma ampla vista sobre o lindo azul marinho para nós, que estamos cercados por montanhas...
Caminhamos - como sempre - durante horas, tentanto percorrer todas as pequenas ruas da parte "antiga" da cidade (que na realidade é do século 19, já que San Sebastian foi ao logo da sua história vitima de mais de uma dezena de incêncios, que eliminaram quase totalmente o passado monumental da cidade. Diga-se que o edifício mais antigo é do século 16, embora San Sebastian tenha foral do século 11). Subimos ao Monte Igeldo, de onde se vê a concha na qual se encaixa a cidade, corremos as praias de uma ponta a outra e provamos as deliciosas tapas na "parte vieja"...
Esta é mais uma das cidades espanholas onde se vive o típico ambiente de "rua", neste caso todos saem a percorrer o passeio marítimo, as praias, a "parte vieja" e a boulevard. Donostia está também entrecruzada por várias ciclovias que são modestamente utilizadas. As casas - algumas monumentais - têm preços proibitívos para o bolso português e mesmo para um espanhol médio (um pequeno apartamento no centro, com 45m2, pode custar uns 380.000 euros...).
Algo muito distintivo em San Sebastian é o seu estilo arquitectónico "belle époque", com algumas zonas que poderiam perfeitamente ter saído de uma avenida de Paris.
As lãs, as agulhas e as rosetas...
Actual: três dias, três filmes
Este ano o que mais me atraiu de todo o cartaz de actividades foi decisivamente o cinema. Os filmes foram exibidos na sua versão original e portanto, para meu contentamento, não vi os protagonistas chineses, iranianos, turcos ou alemães a falar em espanhol. As sessões decorreram no belíssimo Teatro Bretón de los Herreros, uma daquelas salas que nos transporta ao ambiente pomposo que em tempos passados se vivia numa noite de teatro. E por último, but not last, os filmes presentes na mostra eram todos representativos de diferentes vivências culturais contemporâneas.
Infelizmente algumas das sessões estavam já esgotadas quando tentei comprar bilhetes, mas em três dias, três filmes...
- "Mil anos de Buenas Oraciones" do chinês Wayne Wang (Concha de Oro y Concha de Plata al Mejor Actor a Henry O en el festival de San Sebastian 2007).
- "Al otro lado" do turco Fatih Akin (Mejor Guión en el Festival de Cannes, 2007). Sem dúvida o meu favorito.
"Buda explotó por vergüenza" da iraniana Hanna Markhmalbaf, com apenas 19 anos (Premio Especial del Jurado en el Festival de San Sebastian 2007). Triste, comovedor e em alguns momentos sufocante.
29 December 2007
A pessoal e inevitável decomposição do ano 2007
2007 foi para mim o ano......em que passei mais tempo em Espanha do que em Portugal.
...em que passei a viver (e a achar inevitável viver) no centro da cidade.
...em que descobri verdadeiramente a escrita de Miguel Torga.
...em que conheci Marrocos, Guatemala, Suécia, Copenhaga (desta vez a sério), León, Salamanca.
...em que pintei por necessidade, necessidade de me expressar.
...em que desenvolvi e mantive projectos profissionais dos quais me orgulho.
...em que me libertei da casa do Mindelo.
...em que fui ao casamento do amigo Franklin em Marrocos (inesquecível).
...em que fui mal cuidando da Garzeta, com graves falhas espaciais e temporais. Não volta a acontecer, prometo Garzeta!
...em que percebi que não gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo (e que cada vez tenho menos capacidade para o fazer!).
...em que passei o meu aniversário em Chefchauen (e nem me lembrei que fazia anos!)
...em que passei a dar mais valor à família e aos verdadeiros amigos (embora confesse que ainda não saiba muito bem como lidar com essa descoberta!)
...em que fiz caminhadas sem fim mesmo ao lado do rio Ebro.
...em que passei mais tempo com um sentimento de pacificação interior.
...em que...
Façam de 2008 um ano de encontro com os paraísos
(Herberto Helder, os passos em volta)
O regresso
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