5 November 2006

Chegou o frio, o vento, a chuva e um airo


Ontem foi aquele dia do ano em que sentimos que o tempo mudou. Até agora, apesar de uns dias já terem estado mais frescos e já ter chovido, ainda não se tinha sentido realmente o Outono. As folhas de todas as cores das caducifólias e dos vinhedos e a lindíssima luz outonal eram realmente os únicos sinais...
O ponto de viragem de ontem foi muito evidente - as folhas começaram a cair em massa e o vento - mais intenso - mantém-nas a planar e a rodopiar à nossa frente. Sente-se já aquele friozinho cortante da montanha a querer penetrar por todas as falhas e poros da nossa roupa e o cinzento domina o dia.
Esta manhã, ao fazer a habitual cainhada de domingo ao lado do Ebro, além dos patos, do galeirão, do mergulhão, das garças reais, dos corvos marinhos (naquela típica postura de asas abertas que me faz sempre lembrar os exibicionistas de rua!) e de uma ou duas cegonhas que se inibiram de migrar para o sul, estava uma ave de aspecto raro para aquele habitat. Depois de olhar e re-olhar identificamos um airo (Uria aalgae). Esta ave marinha tão parecida com um pinguím à qual os islandeses chamam um petisco!
Foi mais uma surpresa que o Ebro nos trouxe...

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